quarta-feira, 23 de junho de 2010

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Estava tudo tão confuso, de todos os lados, que resolvi deixar que se resolvam sozinhas, e ainda pensei que talvez esteja na hora de acrescentar algumas coisas novas nisso tudo, às vezes nós precisamos parar de se culpar por isso ou aquilo e pensar que muitas das coisas que culpamos sei lá quem, é feita por nós mesmos.
Eu realmente acho que muitas vezes precisamos pensar em nós mesmos. Alguns dias com uma dose irrefutável de nós mesmos. Precisamos nos entender, precisamos de nossa própria companhia. Às vezes as pessoas me cansam demasiadamente. Não é defeito nenhum, não é mania, é o pensar no que somos, o pensar, em si.
Não há muito o que dizer...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

saudade

Não vou lhe dizer que nunca senti isso, senti, sim, mas parece que a cada vez que passa, machuca mais. Nos tornamos humanos tão tolos a ponto de sentir falta de alguém que nem se importa mais tanto assim...
Eu imaginei tantas coisas, que quando caí, chorei. Quando caí, me machuquei, me perdendo em meus próprios sonhos, em minhas próprias vontades, em um mundo que eu mesma criei, que não existe. Você me deu algum tipo de esperança que eu não sei definir o que é, você fez com que eu sentisse algo que me fechava para não sentir, você me fez enxergar o seu interior, mas você não me deixou provar dele, não como eu gostaria. O que fazer quando você vive de um passado? Busco essa resposta arduamente, a cada batida do ponteiro do relógio. Minhas distrações não são mais tão boas, eu não consigo me concentrar em algo e me ocorrem pensamentos sem nenhum sentido, sem nenhuma lógica. Tento preencher o vazio que está explícito em meu peito com alguns sorrisos, suposta felicidade, suposto desejo de esquecer. Parece que nem eu mesma quero deixar de pensar. Poxa vida, é tão difícil assim? Creio que estava indo bem, mas sempre há uma forma de cairmos, sempre há um momento de fraqueza, e aí me decepciono comigo mesma, mas é completamente inevitável.
Vou lembrar sempre com saudade dos poucos momentos que me fizeram acreditar que o amor fosse possível.
Você também não fez nada pra que isso deixasse de acontecer. Eu sinto muito, mas nem sempre é legal ser só uma opção.

sábado, 12 de junho de 2010

Far Away Eyes

O vento pode passar suave, sendo quase uma brisa, ou pode passar tão freneticamente que mal percebemos, ou ainda nesse caso, percebemos com uma riqueza de detalhes a intensidade com que percorre cada espaço, a intensidade em si, é uma coisa fascinante! O fato é que inúmeras coisas podem ser como o vento - ou coisas, ou pessoas. Existem pessoas que invadem nosso próprio espaço, melhorando nosso humor, fazendo de nós algo um pouco melhor, fazendo com que um sorriso seja exposto no rosto triste ou convencional demais, mas o bem é temporário, não podemos escolher as razões de o coração ser tão tolo, mas podemos prever as mudanças ou nós mesmos mudarmos tudo isso antes que piore. Para outras pessoas pode ter sido algo completamente insignificante, mas a partir do momento que nos cativa, aí eu creio que não seja algo assim, tão completamente insignificante...
Mas quando isso não é tão importante para outra pessoa, não é nem ao menos notado, e você fica facilmente substituído (sim, aquele espaço mínimo que você significava, pode sim ser preenchido, e geralmente, quando você menos espera; na verdade, você nunca espera), e então é hora de apagar as memórias e tudo que foi durante pouco tempo. Já ouviu dizer que o tempo as vezes não é tudo? Na verdade, basta enxergar de pontos de vista diferentes... Para mim, nesse caso, não significou quase nada, mas sim a intensidade. Mas a partir do momento que as pessoas não lhe dão valor, nem mesmo nessa parcela mínima, é melhor que você esqueça, enxergue com olhos distantes ou simplesmente não enxergue mais.
Devo dizer que as vezes nós erramos de direção... Assim como o vento as vezes erra.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Making dreams, again

Não me entenda mal, não quero me distanciar, não quero me afastar de você, na verdade, tudo isso é o que eu menos quero... A única coisa que preciso é ter certeza de que vale a pena. E vale? Ainda não tirei realmente essa dúvida. Nem essa, nem muitas outras, eu prefiro deixar que o tempo me mostre a saída, eu prefiro acreditar no tempo, ele nunca me decepciona. Eu não quero que você se afaste de mim, muito pelo contrário. Só que as palavras somente não são suficientes - não nesse caso -, pois as vezes dizemos coisas sem pensar. Eu mesma sou assim, vivo dizendo coisas sem pensar, a diferença é que nunca se sabe se o que a pessoa diz por um impulso é verdade ou não, cada um sabe de si. Muitas vezes eu me arrependo de ser assim, mas não é uma coisa que se possa controlar.
Mas mesmo com tudo isso, eu não desisti de nada, eu estou a cada dia deixando que aconteça, afinal, não devemos pensar sobre a vida, sobre quem somos, quem seremos, sobre as pessoas - pensar é para quando temos tempo excessivamente de sobra -, porque as vezes pensar faz a gente desistir, e eu não quero desistir. Quando foi que me deixei levar por um fator tão pequeno que se torna quase insignificante? Essa não seria a pessoa que eu conheço, eu mesma.
Eu só preciso de mais passos seus, eu só preciso de um sinal, um sinal que me faça querer acreditar, mais do que eu acredito. Eu só quero que o tempo me ajude a fazer sonhos de novo.

domingo, 6 de junho de 2010

(In) diferença.

A rua vazia. A janela aberta. A chuva caindo. Ideias sem nenhum porque tentando fazer algum sentido em minha cabeça. Tudo absolutamente vazio. Sensação de cansaço. Como descrever algo que nem eu mesma sei explicar? Ah, mas há tantas coisas que não podem ser explicadas... ! E mesmo assim, podemos tentar, não?! Pois bem. Desistir. Desistir de algo ou alguém, é tão difícil? Parece que a palavra traz um medo constante em todos os seres humanos... Desapegar-se das coisas mais fúteis é bom as vezes, eu acho. Na verdade, eu tenho certeza é. O quão podemos ser fúteis a ponto de continuar vivendo com algo que simplesmente não vale a pena? Equilíbrio? Talvez seja a palavra. Mas em certos casos, o equilíbrio nem sempre é bom. Eu não gosto de meio-termo, ou é, ou não é! Sabe esse negócio de opostos? Então, eu confesso que isso sempre foi uma coisa que me atrai muito, porque são diferentes, e tudo que é diferente soa bem mais interessante.
Tá, mas a indiferença as vezes ainda é mais necessária do que tudo isso. Não gosto de pessoas que dizem uma coisa, e fazem outra, não gosto de pessoas que acham que o jogo está ganho. Pois aí vai a minha dica: nunca se dê por vencido, antes do final propriamente dito.
Cansei de avisar, daqui pra frente, vai ser diferente.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

my disaster dream

Não dá, eu preciso ter um blog, nem que seja pra desabafar praticamente sozinha, em algo que ninguém vai ler, enfim.
Perdida - estou completamente perdida -, não sei no que muito menos em QUEM acreditar. Todo mundo precisa de uma base e eu sinceramente não estou enxergando nenhuma. Eu tento, tento, tento, e por eu gostar de ser sincera e agir sempre com o meu coração, falando o português bem claro, eu só me fodo. De verdade. Poxa vida, existem coisas que se eu for mais direta, eu mato alguém, rs. Caramba, é tão difícil assim enxergar? Por que as pessoas falam uma coisa pra você, e dali a dois minutos dizem algo totalmente diferente pra outro alguém? Isso é ser verdadeiro? Ah, vá pra merda, então. Eu também canso. Ando com vontade de pensar só em mim agora, e não é egoísmo, é um mecanismo apenas de auto-defesa, é. Eu tô precisando muito de uma base, muito mesmo. Acho que nunca me senti tão perdida assim. Será que eu realmente preciso pensar pra falar? Por que todo mundo não age com o coração? É tão difícil assim? Vazio, vazio, vazio! Até esses dias, eu estava perfeitamente bem e tudo estava no seu devido lugar, mas isso não dura pra sempre, né. Tudo que é bom dura pouco. Eu não precisava de choque de realidade nenhum, não agora. As vezes eu preciso... Mas não queria que fosse agora. Meus sonhos estão destruídos, amontoados em um canto qualquer do meu quarto, sem importância alguma, vou enterrá-los, talvez. Quem sabe daqui um tempo eu possa acreditar neles outra vez. Eu quero acreditar, eu quero, mas eu não consigo. Está tudo tão amargo. Amargo, essa é a palavra. Eu tento ser legal com todo mundo, e não, nem todo mundo é legal comigo. Não vale a pena acreditar nas palavras de alguém que não te dá motivos pra isso. Por isso há tantas pessoas frias no mundo, eu acho; será medo? Acredito que seja medo, sim. Medo de se machucar, de se entregar, de não ter algo recíproco... Quer dor pior do que a do amor? Ah, não há! Sou tão teimosa, insisto em acreditar nas pessoas, insisto em acreditar que elas irão mudar, mas é sempre a mesma coisa, SEMPRE. Nunca muda.
Por isso que eu digo, não é idiotice, é a mais pura verdade, sua base, são seus melhores amigos, amigos, amigos. Por isso penso que hoje eu devia ter bebido mais, muito mais, até deitar e dormir até o dia seguinte, quanto mais longe de tudo isso eu ficar, será bem melhor. Eu quero ir pra longe daqui, por favor, eu preciso ir pra longe daqui.