terça-feira, 19 de outubro de 2010
Um nada e meio propósito
Que estranha a sensação de ter muito a dizer, mas não saber fazê-lo bem, que estranha a sensação de não ter bem ao certo um motivo para levantar da cama todos os dias, que estranha a sensação da demora para passar a manhã, e a rapidez da tarde, da impaciência, de como tento incansavelmente fugir desse pensamento, de como isso me incomoda, de como amar muito, às vezes também dói. Na verdade, não vou esconder de mim mesma: prefiro não amar ninguém a sentir algo estranho quando alguém não gosta de mim com a mesma intensidade. Pergunto-me muitas coisas entrelinhas, chego a conclusão de que ninguém é obrigado a amar ninguém, ninguém é de ninguém mesmo... E por que é que somos tão bobos e queremos a todo instante alguém que lembra de nós? Alguém que diga que pensou, que lembrou, que sorriu, que chorou. Ser humano é algo tão estranho... É praticamente um paradoxo, completamente indecifrável. No fundo, temos algumas respostas, as respostas de algumas de muitas dúvidas que invadem nossa mente todos os dias, a todo instante, mas embora saibamos disso, podemos simplesmente ignorá-las, por inúmeros motivos, dentre eles, o medo e a incerteza, na verdade, falando sério mesmo, para mim, a incerteza é um medo. Claro que se todas as coisas fossem óbvias, não teria graça, na realidade, não teria um pinguinho sequer de graça, mas quando tudo parece incerto, admito que ao menos para mim, também não tem a mínima graça, parece até doer, vezenquando. Por exemplo, me dói pensar no que estou sentindo agora, e para variar, é incerto. Pergunto-me quando é que viverei algo certo. Não tenho vontade de tentar, na verdade, não sei se me faltam forças ou se é realmente por mim mesma, porque não vejo outro alguém ou outros momentos, não vejo mais nada; minha visão é exatamente isso: um nada. Um nada sem fim. Às vezes eu só queria enxergar um propósito, apenas um, e me bastaria.

"- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!
Corou um pouco, e continuou em seguida:
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância! (...)
Corou um pouco, e continuou em seguida:
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância! (...)
Assim o principezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.
Não a devia ter escutado - confessou-me um dia - não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me agastara, me devia ter enternecido...
Confessou-me ainda:
Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar.
Não a devia ter escutado - confessou-me um dia - não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me agastara, me devia ter enternecido...
Confessou-me ainda:
Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar.
(...)
O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...
O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...
(...)
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."
"O pequeno príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
"Esvazie a mente, somente esvazie, esvazie..."
Pergunto-me como eu posso conseguir esvaziá-la sem lembrar de você em ao menos uma das milhões de tentativas que eu faço todos os dias, e que por sinal, não dão certo. Minha mente é um lugar muito cheio, e eu posso lhe dizer com toda a certeza que dentre todos os sentimentos de confusão ou tristeza, você ocupa um dos lugares mais bonitos, um lugar onde você se torna meu maior ponto fraco, quer eu esteja ciente disso ou não.
Achei que parte desse sentimento, levaria uma surra daquelas! e que com isso tomaria vergonha e ia parar de cutucar o meu peito, fazendo de você cada vez mais parte de mim. Mas parece que mesmo tentando, ele não vai embora, acho que no fundo, eu não quero que ele vá... Mesmo que eu sinta dor, mesmo que eu esconda algumas coisas por trás do sorriso, mesmo que eu lhe veja sorrindo por outro motivo que não seja eu, mesmo que eu lhe veja com outro alguém, se você estiver feliz, eu vou sorrir. Vou sorrir com o coração apertado, com vontade de correr até você e me entregar em um abraço infinito, com vontade de discar seu número, só pra ouvir aquela voz que soa como melodia, só pra sentir uma parte de você em mim.
Meu estômago ainda se revira quando você nota algo em mim, algo que só você sabe notar, minha boca fica seca, meu coração acelera e me sinto uma pré-adolescente enquanto assiste à um filme na televisão ou se depara com quem ama de verdade. Tenho medo de um dia não lhe ter comigo em meus dias, seja lá de qual forma for, um dos meus maiores medos, é poder não lhe ter perto de mim. Sempre achei algumas coisas tão bobas, mas quando se trata de você, não me canso de observar o seu sorriso, de olhar a sua foto e querer que você estivesse comigo, bem agora... Abro mão de tudo pra lhe ver sorrir.
domingo, 17 de outubro de 2010

Algumas pessoas preferem ignorar, algumas pessoas preferem se importar, outras sorriem, outras choram. Algumas se prendem à um sofá, televisão e chocolate em uma tarde de domingo, porque está tudo dando errado, algumas resolvem esconder a tristeza por trás do sorriso, pegar o violão - ou seja lá o que for - e olhar o sol nascer, ou a noite cair, essas pessoas não são mais felizes ou mais infelizes, elas só fazem da tristeza, algo quase tão supérfluo, que ela vai embora quando você menos esperar.
Há também às vezes que tudo parece cair sobre seus ombros, e então eles ficam pesados e você se sente mal, sente como se todos os seus princípios estivessem caindo de um penhasco, como se seu corpo já não tivesse sintonia alguma com sua mente, e vice-versa, como se você não fosse só mais alguém no meio de tantas outras pessoas. É como se a verdade ficasse mais nítida e você pudesse enxergá-la com os olhos que sempre deveria ter enxergado... A solução? Eu também me pergunto qual seja. Já que não é possível esquecer, o que fazer então? Conviver com isso pode ser bom, ruim ou os dois.
Falando figurativamente, você imagina um barquinho, daqueles bem grandes, de desenhos animados, e aí você deposita todos os seus sonhos nesse barquinho, e ele percorre por muito tempo o oceano depositando em cada parte dele vários tipos de sentimento. Esse barquinho deixa de fazer parte da sua imaginação e passa a fazer parte de você, embora isso não seja notado de imediato. Um dia, você percebe que o barquinho está ficando velho, e que não é mais possível percorrer a linha da imaginação com ele, você precisa de um novo, mas você ama o velho, e não quer se desfazer dele, então você procura arduamente por uma solução - ela está dentro de você, você sabe, mas no fundo, o anseio de descobri-la o deixa com medo -, e você a nega até seu último fio de cabelo. De repente, você avista um anjo e ele lhe diz para que você consiga abandonar o barquinho velho, porque o barquinho velho no fundo, nunca foi seu... Você terá que vê-lo livre. Algumas lágrimas se misturam com as gotas do oceano, mas está tudo bem, porque você soltou o barquinho e ele então percorre outros lugares sozinho. Não precisa-se de um novo, precisa-se observar sempre se aquele que me acompanhou algum dia, ainda está por aí, fazendo outras pessoas abrirem um sorriso ou sonharem novamente. Para mim, nunca existirá outro barquinho com tamanha imensidão de sentimentos. E só me resta observá-lo de longe...
sábado, 2 de outubro de 2010
Reflexo penoso
Parte I.
Lembro-me da primeira vez que acreditei em algo supérfulo, inimaginável, eu diria, e ainda arriscaria dizer que pudera ser como um naufrágio. Que sublime! Bobos somos nós, de cada vez mais darmos mais uma chance. Mais uma chance, mais uma chance e mais outra e outra... É insanidade pensar que um dia poderemos contemplar ao crepúsculo ou ao brilho das estrelas e amar alguém como amamos das primeiras vezes. Mas não pense você que estou reclamando, estou apenas enfatizando que não precisamos de outras pessoas para que possamos traçar mais uma linha no horizonte. A esperança que talvez não seja tão tola...
Mas por favor, não me faça acreditar outra vez que posso me prender a um ser, que posso ser boa o suficiente, por favor, não subestime meu amor à liberdade, não subestime minha sede de viver e estar em todos os lugares ao mesmo tempo e por último, peço que não subestime a arte de contemplar o fim do dia sozinho; pois, devo dizer: é maravilhoso!
Parte II
Hoje olhei para meu reflexo no espelho. Fitei-me com os olhos curiosos de alguém que quer desvendar uma dúvida imensamente precisa, fazendo um círculo vicioso de todo meu ego com vontade perpétua de solidão.
E quem sou eu, afinal? Sou menor que uma gota d'água, sou um pedaço velho de uma reminiscência qualquer, sou um pingo de amargura misturado levemente com o gosto pela solidão. Sou menor que um grão de areia, entretanto, sei que sou capaz de voar alto, muito alto. E digo-lhe mais, posso fazê-lo sozinha.
Parte III
Hoje consegui olhar-me no espelho e ver algo além de pequenas gotas de sensações penosas e inexplicavelmente confusas. Consigo ver o sol lá fora, consigo ver com clareza a lua, consigo dar um rumo para mim mesma e seguir as estrelas, consigo ver a profundidade do oceano e crer que as melhores coisas da vida, são cultivadas por nós mesmos e estão apenas esperando para serem descobertas, mesmo que seja através de nosso próprio reflexo no espelho.
Inquietação
Eram quatro da manhã, a garota sentada na cadeira, enroscava seus braços em seus joelhos que estavam próximos de si, unindo-os em uma tentativa de amenizar o que sentia. Seu coração latejava de dor, e gostaria demasiadamente de poder gritar, de poder expor para os seres humanos a dor que lhe era causada. Parece até que ela sentia falta da dor... Ou é apenas uma impressão? Ela mesma sabia que amor em demasia era inapropriado para uma criatura como ela; não era suficiente para matar sua sede de liberdade. Doravante, ela aprenderia a lidar com isso. Ao menos é o que penso a respeito. Mas dor demais também não machuca? É, de fato; todavia, devemos senti-la remoer nosso pensamento, devemos senti-la latejando em nosso peito, devemos senti-la sempre que cairmos de um sonho, de uma ilusão. Devemos senti-la para que fiquemos fortes o bastante para evitar possíveis abalos. O cômico da situação, é que pergunto-me: quantas quedas serão necessárias? E no mesmo instante acho uma pergunta tão pessoal... Cada pessoa tem seu tempo para descobrir o tamanho de suas ilusões e consertá-las, pois somente nós mesmos podemos ser verdadeiros uns com os outros. A garotinha também pensava assim, e eu sabia.
Estava tão farta de mentiras, que seu coração desconfiava até mesmo quando a brisa estava tão suave que podia bater levemente em suas bochechas extremamente brancas e frias; ela desconfiava da própria natureza, Deus!, onde é que as coisas estão?
A pequena mantinha seus braços próximos ao seus joelhos, apertando-os conforme a dor aumentava - ela saberia suportar, ela teria que suportar -, é apenas uma pontada, ela já havia passado por coisas piores. Uma exímia felicidade lhe invadia o peito de vez em quando, porém, não era duradoura... sempre acabava em decepção - não que ela já não estivesse acostumada... pelo contrário, já lhe era comum. Ela já sabia que não devia acreditar no que as pessoas diziam.
Por isso, com a caneta e o papel nas mãos, ela desenhava e escrevia seu próprio mundo, pois o que lhe cercava, ela não compreendia.
As badaladas que o relógio dava, pareciam muito longas, quase cruéis; a janela aberta ecoava o silêncio da menina, a brisa - nem tão suave, como de costume - lhe invadia, passando pelo local onde ela sentava todas as noites, a janela estava imóvel - aberta, com as cortinas presas de um jeito desajeitado pela própria menina. A cama desejeitada refletia a insônia, e alguns livros espalhados pelo chão faziam parte de seu mundo, talvez, meramente fantasioso, meramente realista, poderia ser as duas coisas. Não poderia? Creio que sim, eu sei, e você também sabe, que ela é capaz de unir a fantasia com sua realidade, ela é capaz de unir divergências, por isso é tão imprevisível.
Era apenas mais uma noite, mais uma das milhares que ela passaria sozinha, fitando cada movimento defronte a sua janela. Cada movimento que lhe era previsto. Ou não.
Rosas negras
Cenários abandonados, sentimentos sufocados. Suporto as emoções mais doloridas para virar as páginas de meu caderno incansavelmente até estar certa de que posso seguir meu caminho em paz, ao menos estando ciente da verdade. Por que diabos a incerteza pode ser tão ruim? Cenários úmidos, repletos de uma solidão explícita, vazios, negros... Meu peito dói, a dor percorre cada centímetro de meu corpo, faz com que meu sangue simplesmente corra em minhas veias – lentamente, quase parando -, faz com que minha voz soe fraca, faz com que minha expressão fique abatida – meu rosto muito branco, fazendo contraste com meu cabelo extremamente negro -, as lágrimas percorriam minha face, e embora parecesse, eu não compreenderia o motivo das mesmas caírem tão freneticamente quanto um corpo despenca de um precipício; quantas coisas foram enterradas naquelas folhas negras, quantos sorrisos roubados, quantos corações afetados, quantas verdades defasadas não ficaram por ali, e quantas noites sem dormir? Folhas cruéis! Desenterram sentimentos adormecidos em um sono profundo... Achei que demorariam a acordar, ou talvez, nunca acordariam! Mas para que fui recordar? Foi sem querer. O espaço filtrou todos e quaisquer sentimentos, era como se minha alma se transportasse para uma floresta negra, repleta de árvores aniquiladas, o céu mal se vê, de tão escuro – não há estrelas -, minha alma permanece perdida entre desejo e tentação de se livrar de todas as rosas negras ou permanecer ali, afogando suas mágoas sentada defronte ao rio cristalino, jogando palavras aos sete ventos... Contradição. Espera. Mágoa. Vingança. Dor. Raiva. Doravante, jurei não fazer nada. Todavia, avistei um lugar abaixo, vazio - era um precipício de incertezas, mas que aliviava a dor -, minha alma se jogou... Lá embaixo, rosas negras.
Cambaleando, levantei-me, fechando o caderno no mesmo instante. Abri os olhos e removi minhas mãos que estavam em cima dos mesmos, em uma tentativa de tampá-los da explícita realidade. Fitei-me no espelho por alguns instantes, joguei água no rosto. Um sonho. Deitei na cama outra vez, fitando o teto agora, adormeci novamente, mas antes, pude ouvir os respingos da chuva que começara no mesmo instante. Não fechei a janela, deixei que a chuva entrasse – mesmo que estivesse forte. Talvez eu não notaria, mas havia algo embaixo da janela, que veio junto com a chuva: rosas negras.
Cambaleando, levantei-me, fechando o caderno no mesmo instante. Abri os olhos e removi minhas mãos que estavam em cima dos mesmos, em uma tentativa de tampá-los da explícita realidade. Fitei-me no espelho por alguns instantes, joguei água no rosto. Um sonho. Deitei na cama outra vez, fitando o teto agora, adormeci novamente, mas antes, pude ouvir os respingos da chuva que começara no mesmo instante. Não fechei a janela, deixei que a chuva entrasse – mesmo que estivesse forte. Talvez eu não notaria, mas havia algo embaixo da janela, que veio junto com a chuva: rosas negras.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Algumas coisas são mais importantes do que outras, fato. As coisas passageiras, de momento, se elas realmente valem a pena, nós devemos saber aproveitá-las da melhor maneira possível, mas não devemos esquecer jamais das coisas mais concretas e permanentes, aquelas que nos sustentam, aquelas que não podem simplesmente acabar com uma chuva de verão ou com a névoa - não podem simplesmente irem embora, não se segurarmos isso com unhas e dentes até onde pudermos -, essas sim estão guardadas lá no fundo, bem lá no fundo mesmo, e é tão grande que fazem parte de quem somos. Essas coisas mais importantes às vezes o destino distancia, por uma ordem natural... E quando nos deparamos com elas outra vez, talvez por acaso, talvez não, elas nos fazem sentir algo que nos destrói: a saudade. E sobre ela, bem, eu tento falar, tento compreender, mas é sempre uma incógnita - mais um dos motivos pelos quais me deixa curiosa -, pois então... Dependendo do momento, ela pode ser ruim, pode trazer consigo uma angústia sem fim, entretanto, no meio de tudo isso, dessa saudade toda e tudo mais, nos faz ver o que vale ou não a pena. E é aí que tudo passa como um flashback estranho e um tanto sem sentido, mas por um lado, eu até que gosto dessas coisas sem sentido. E aí me vêm na cabeça aqueles sorrisos, as risadas, as piadas sem graça, a rodinha de violão, a "mistureba com fanta laranja", os segredos, os pontos fracos, os pontos fortes, os planos, a compreensão, o carinho, os abraços de urso todos os dias de manhã, as conversas por bilhetes que faziam da aula de inglês não tão chata assim, as fotos, as recordações... Tudo forma uma linha que vem de tantos anos atrás e se mantém até hoje, uma linha assídua, com força, que forma uma das melhores coisas do mundo: a amizade. E isso aí, sentimento nenhum supera, não.
domingo, 26 de setembro de 2010
Começo, talvez, por quê e uma xícara de café
Eu cheguei a conclusão de que não gosto de finais, mas eu gosto de começos. Talvez não importe muito qual seja esse começo, eu só sei que com cada um deles, vem algo para mim - se é bom ou ruim, eu já não sei, afinal, embora sejam começos, são distintos. E com cada passo, há um erro ou um acerto, a regra é clara: ou você erra, ou você acerta. Está aí, existem coisas que não há um "meio-termo", e aliás, eu nem gosto desse negócio de meio-termo... Enfim, voltando aos começos, eu penso neles o tempo todo, mesmo que incoscientemente, e eu nem ao menos sei porquê. Pensando bem, talvez eu saiba, ao menos uma parte. Seguindo pela lógica, começos são coisas novas, não? E delas eu também gosto; pois, se tem algo que me deixa extremamente cansada e não falando só fisicamente, mas em geral, é a rotina. Existe coisa mais chata e cansativa? E por que diabos temos que segui-la? Eu anseio todos os dias para que hajam novos começos, não preciso necessariamente me desfazer do que tenho ou tive um dia, mas preciso acrescentar.
Acontece que às vezes a vida fica meio preto e branco, meio sem cor, meio sem vida, meio sem por quê. Isso aí que me deixa meio maluca... As coisas paradas são mesmo chatas. Você se torna uma máquina: acorda, faz suas obrigações, se cansa, dorme, acorda... Isso se torna um ciclo realmente inútil se você não coloca um pouco daquele friozinho na barriga, ou até mesmo as coisas mais simples como um sorriso, um abraço ou uma palavra de conforto. É claro que ninguém consegue ser uma máquina de felicidade e sorrisos o tempo todo, também precisamos de um pouco de tristeza e até um pouquinho de solidão pra viver... A decepção, a solidão, a tristeza, assim como os sorrisos, os abraços, os beijos e os sentimentos, também existem por uma razão.
E eu quero o começo de algo, um começo desconhecido, que eu ainda não tenha sentido, tocado, entendido, eu quero conhecer coisas diferentes. E quanto às velhas coisas, algumas delas são minha bagagem, outras talvez nem tenham sido ruins, apenas desnecessárias... Eu vivo de coisas recíprocas, só as palavras um dia acabam, e talvez seja isso aí mesmo. Um fim, pode ser um começo, e vice-versa. Existem coisas que não precisamos compreender para viver, ao menos não compreender totalmente. E eu sei lá, apenas junto meia dúzia de palavras e faço um sonho, faço uma vontade, faço um fim, um começo ou seja lá o que for, o que importa é que seja.
domingo, 19 de setembro de 2010
Está tudo tão confuso e acontecendo tão rápido que eu tenho a sensação que eu tanto tenho medo: o próprio medo. Tenho medo de não estar vivendo mais os pequenos momentos, aqueles pelos quais eu insisto em afirmar para todas as pessoas que são importantes e que sem eles nós não passamos de meros seres humanos sem prazer em abrir os olhos todos os dias e enxergar o sol, a lua ou o que quer que seja lá fora. Eu falo desses momentos porque foi neles que eu me descobri. É olhando pro céu todos os dias que eu sinto minha força, sinto que posso chegar perto de lá, ou simplesmente concluir algo que esteja em meus objetivos. Eu preciso daqueles meus momentos pensando comigo mesma, observando cada pequena coisa ao meu redor. Mas não estou tendo tempo pra fazer isso, o que me chateia cada vez mais. As pessoas exigem coisas umas das outras, mas não param pra pensar na questão do controle. O controlar suas palavras, seus gestos, suas ações. Querer controlar a vida de outro ser humano é completamente irracional, pois ninguém é igual a ninguém, embora hajam sempre algumas semelhanças perdidas por aí. Mas que seja, o seu azul do céu nunca vai ser igual o azul do céu da pessoa que senta do seu lado ou até mesmo aquele alguém que você nem mesmo olha.
É tudo uma questão de estar de saco cheio de tudo. O que lhe conforta? Tudo parece que se torna chato e sem sentido e você fica impaciente. Eu estou sem paciência pra nada, isso é apenas mais um dos sinais de que estou quase ficando maluca outra vez. E onde está minha melhor parte? Nem eu mesma sei. Talvez tenha se perdido nessa loucura toda e só resolve dar as caras de vez em quando, quando existe alguém que tenha a capacidade de me arrancar um sorriso do rosto. E olha, está difícil. Tudo está muito difícil.
Eu sei que melhora, tudo que piora, um dia melhora e vice-versa... Mas e até lá?
domingo, 29 de agosto de 2010
Rabiscos entre dúvidas
A noite sempre chega, e com ela sempre estão os pensamentos mais intensos, e quer você queira, quer não, ela sempre vem. Fico me perguntando o que se passa na cabeça de alguém que vive como uma máquina, que não demonstra sentimento nenhum e olha pro céu de manhã, como se fosse uma coisa tão comum, o que nesse caso, pra ele é, mas poxa, há tantas coisas maravilhosas pra se observar em todas as horas do dia... Sempre que observo esse tipo de coisa me pego pensando sobre a vida... Tantas curvas, tantas partes maravilhosas, tantas partes ruins, dúvidas, alegria, tristeza, amor e tantas outras coisas que aparecem ao longo disso. E qual o sentido de tudo isso? Fico pensando nas razões pra tudo que acontece, acho que às vezes fico até meio louca, levo meu pensamento pra longe daqui sem tirar meus pés do chão. E acho que se formos pensar em tudo, em todas as pessoas, nas razões pra tudo, vamos enlouquecer de verdade. Entretanto, ainda me intriga! As coisas mais confusas, mais intensas, mais impossíveis, são essas coisas que me deixam curiosa demais, é como se eu pudesse superar meus medos, descobrir coisas novas, conhecer novos sentimentos; mesmo que seja confuso, difícil ou qualquer coisa assim. Se nós desistíssemos de todas as coisas mais complicadas, confusas e aparentemente impossíveis, eu acho que hoje em dia não haveria muitas das coisas que hoje temos de certa forma, resolvidas.
O que seria da vida sem a dúvida? Vai me dizer que aquela sensação do "será?" não é intrigante? E o frio na barriga? A ansiedade de um abraço, de um beijo, de uma palavra, de alguém... Ter certeza de tudo seria tão chato! E se fosse assim, não iríamos errar, e como iríamos aprender? Pois é, eu acho que apesar dos "apesares", eu gosto disso, eu posso estar fazendo em vão, mas se um dia der errado eu vou poder estufar o peito e dizer que tentei.
Sou completamente movida à emoção e isso faz parte até mesmo das minhas decisões menos significantes. E às vezes pode não parecer, mas eu me ligo tanto, tanto às pequenas coisas! Cada um tem em seu interior um pouquinho de segredo, um pouquinho de mistério, e é muito mais gostoso quando isso é descoberto aos poucos. Qual a graça de uma pessoa que deixa tudo transparecer?!
E tudo bem, é praticamente um paradoxo, mas também existem as vezes que precisamos de uma certeza no meio de tantas dúvidas, mas isso é difícil de explicar... Não é cobrança, não é ciúmes, não é amor exacerbado... É a certeza de que existe alguém que também pensa em você antes de dormir.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Certa vez você me disse que eu poderia escrever quando sentisse a sua falta, quando você não estivesse do meu lado... Em cada pedacinho de papel, em cada pensamento, na palma da minha mão, na minha vida. Adoro ter aquela sensação de frio na barriga quando te espero, adoro acordar e me sentir bem apenas em lembrar de você, não consigo dormir sem ouvir que você me ama; sinto necessidade de estar com você a todo instante, sinto cada vez mais essa vontade de ficar com você a todo instante, cuidar de você, falar mil vezes as coisas que eu sempre falo, demonstrar tudo que sai de dentro de mim. É curioso como você consegue fazer com que eu simplesmente páre por um tempo, e fique pensando, lembrando dos seus gestos, das suas palavras, do seu rosto, do seu jeito.. Tudo tão absolutamente necessário pra mim, tudo tão doce!
Até a saudade é uma saudade gostosa de sentir - é diferente, é intensa -, só passa quando posso sentir que você está comigo de alguma forma. Todas as noites quando deito pra dormir, me vem seu rosto em mente, suas palavras, os momentos que tivemos juntos, e começo a imaginar tudo que pode vir a ser também, tudo que já é, e a intensidade, a intensidade que eu tanto amo! Posso dizer com toda a certeza que meus sonhos são doces, doce como a sua presença em mim.
"A vida faz sentido, você me faz querer viver. Tudo que você pedisse, iria buscar pra você: a lua, o mar e as estrelas. Mudo os meus planos pra poder te ver..."
sábado, 14 de agosto de 2010
Sangue e chocolate
Sangue e chocolate. Paixão incessante, amor assíduo. Ódio temporário, ódio que invade minhas veias e filtra meu orgulho através de meias palavras. Sentimento inconstante que as vezes machuca, dói, sangra... Sentimento que as vezes revigoriza, traz-me fibra, vontade de mantê-lo, traz-me consolo para desprovimento.
Corpo. Alma. Meu corpo roça no seu, une-se, tornando apenas um – é inevitável negar -, e quando toco seus lábios posso sentir algo em meu interior, algo que com palavras encontra-se inexplicavelmente impossível de descrever. Não, não direi que seu corpo pertence ao meu, nem afirmarei que você sente a mesma coisa, pois eu já não sei. Vezenquando sinto saudade de ouvir da sua boca uma palavra que possa ir além de meras conversas cotidianas, as vezes sinto vontade de lhe perguntar se ainda sente a mesma coisa quando me toca, e se eu faço a mesma falta de antes, gostaria de ouvir você me chamar daquela forma de novo, me colocar entre seus braços e brincar comigo. Não gosto que outra pessoa ocupe o meu lugar, aquele que de alguma forma foi meu. Mas que tolice a minha! Tantas vezes perco-me em pensamentos sem sentido. Não que não valha a pena, mas talvez, corpo e alma estejam mais próximos do que possamos imaginar. Pois bem, “nunca se preocupe demais”, ouço tantas vezes, e já tentei equilibrar as coisas, pensando pelo lado óbvio, deu certo, mas é claro que as coisas não desaparecem de um dia para o outro. Na verdade, eu não quero que desapareçam, mantenho-as guardadas em algum lugar dentro de mim.
Existem outras pessoas espalhadas pelo mundo, há coisas mais doces, que não conhecem a amargura ou a dor – o chocolate -, você o prova, e mesmo assim, o desejo pelo que lhe faz bem, ainda assim lhe atrai mais, aquele sentimento confuso, indecifrável, aquele sentimento com doçura e amargura ao mesmo tempo, aquele que luta contra seu próprio orgulho, aquele que um dia, um dia, chega lá – o sangue. E ainda assim, as vezes, sem que nós possamos perceber, há uma mistura de sangue e chocolate – a doçura e o desejo, o sentimento puro e o nem tão puro assim, o amor e o ódio. O ser humano é um enigma para si mesmo, é uma caixinha de surpresas indomável e imprevisível.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Hoje olhei a lua. Mas olhei com uma atenção tão grande que me conectei fielmente a ela, achei que eu pudesse pensar nos meus sonhos mais insanos, nas minhas piores dúvidas, nas minhas vontades estranhas, nos meus objetivos, nas minhas palavras, no meu passado, no meu presente, no meu futuro, na minha vida. Se tem algo que me encanta verdadeiramente e tira meus pés do chão, é isso - a lua -, aquela luz maravilhosa, a sensação de tranquilidade que ela tras, e eu, particularmente, gosto muito mais quando durante a noite se formam aquelas nuvens em volta... Tudo anda tão confuso, tão vazio, tão... estranho! Eu preciso mesmo de boas e longas horas de uma madrugada que dê para eu sentar de frente pra janela, fitar a lua, escrever, ouvir uma música, pensar, pensar de novo... Até que o sono finalmente possa me atingir e eu deite em minha cama e durma tranquilamente. Busco arduamente por todas as dúvidas que me cercam, mas eu não sei porquê, tenho mais curiosidade ainda por elas, afinal, o que seria de nós sem dúvidas? Seria algo óbvio, eu diria que até clichê e demasiadamente cansativo. Tudo seria tão igual, todo mundo seria tão igual... Prefiro que seja diferente, antes amargo ou solitário, mas que seja diferente.
A propósito, já me acostumei com essas tardes, a xícara de café sobre a mesa, o violão, o papel e uma canção. A simplicidade ainda me agrada muito.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Falo da estranha sensação de sentir o peito doer, uma pontada que se fixa no fundo d'alma, pior que isso, uma dor inesperada. Fiquei pensando por dias no que estava acontecendo, disperdicei meu tempo e minhas lágrimas com alguém que nem sequer se preocupou em saber se eu estava bem ou não. Não tiro a razão de quem não se importa com nada, talvez seja melhor... É uma pena que eu não consiga me adaptar a essa forma de ver os fatos, é uma pena que mesmo que não pareça, eu me importe demais com as pessoas, eu as queira bem. Enquanto eu chorava e sentia meu peito apertar achando que eu fizera algo sem perceber, você estava em outra dimensão, nem sequer pensou em mim, nem sequer se importou. Dentre todas as coisas, você é a única coisa que me deixa sem chão, derruba toda a barreira que criei durante anos, faz meu coração acelerar e meu peito doer. Machuca, machuca demais. Depositei tanta confiança, tanta fé em novos planos, doei completamente meu coração para você, mas parece que mais uma vez, não foi recíproco. Mais uma vez, mais outra, mais outra... Nunca precisei de outra pessoa além de você, mas só agora percebo que eu fui a única tola em acreditar em tudo isso. Não importa quantos quilômetros estejam nessa trajetória, não vai mudar nada, nem um mínimo e insignificante detalhe. Nada.
Perdi a conta de quantas vezes fiquei madrugadas inteiras escrevendo o que eu sentia, passei noites em claro imaginando como seria se pudesse ser da forma que eu queria, perdi tantas horas em uma coisa que nunca vai acontecer. E é aí que eu justifico minha frieza com certos fatos, não culpo as pessoas por me julgarem, só não quero que me julguem mal. É impossível abrir o coração, doá-lo completamente, aceitar o sentimento de corpo e alma, não dá, não dá... É impossível confiar a palavra - e mais que isso, confiar o sentimento - a alguém se esse alguém é capaz de fazer o contrário do que prometeu fazer. Sentir-se insignificante faz parte da vida, se decepcionar também. Só não esperava que as duas coisas viessem de você. Achei que eu fosse suficiente. Sinto muito, eu sinto muito por lhe amar tanto assim.
A vida é mesmo imprevisível, rs.
domingo, 25 de julho de 2010
Silêncio
Esse silêncio, dói n'alma. Silêncio repentino que invade tudo, devastando todos e quaisquer pensamentos que possam conter a ilusão de uma temporária felicidade, podem conter pequenos fragmentos de dor que penetra as entranhas e causa uma saudade incontrolável e insana. Orgulho que tem dentro do peito, tu não queres sair um pouco daí? A resposta é sempre negativa... E o ciúmes? Também não quer saber de conversa - ele tem sempre razão. Então vou esperar, até que um deles resolva se manifestar - ou quem sabe outro tipo de orgulho, não o meu, mas o orgulho que causa o meu orgulho -, nessa confusão de sentimentos cá estou eu, olhando as estrelas e pensando. Ah, pensar faz enlouquecer! Sou muito jovem para enlouquecer, meu anseio é viver!
sábado, 17 de julho de 2010
Indispensável clichê
Hoje quando parei para pensar, meus pensamentos cairam em ti
Como se fosse novidade, dei mil voltas neles
Misturei a doçura de um beijo com a ternura de um abraço
Uni simples palavras com tudo que nos pertence
Juntei passado, presente e futuro
E caí em nós outra vez.
Noite passada sonhei contigo
Que és meu anjo, não tenho dúvida
Te vi me tocar, te vi ao meu lado
Quando o sonho cessou e eu pude acordar
Meus lábios esboçavam um sorriso
Estou a todo instante a te amar...
Mal percebi outra noite cair
Sentei à frente da janela e haviam estrelas no céu
Veja só, fechei os olhos e te senti dentro de mim
A todo instante, a cada segundo
Afinal, o que fizeres comigo?
Me colocaste em algo superior à felicidade.
A cada sorriso teu, meu anjo
Posso notar um pedaço do que também é meu
Não existo sem ti, não existo.
É inexplicável, mas sei que há algo que se completa.
Tantas pessoas já passaram,
Tantos sonhos, tantos sorrisos e lágrimas
Tantas coisas distintas,
Mas veja só... Preciso de apenas de uma
A mais importante de todas, a parte que sempre faltava.
Por isso eu digo que és o que me sustenta
Comparar-te-ei ao sol, a lua e as estrelas
Ao vento, ao melhor caminho, a solução
A tudo que me faz aquilo que todos conhecem.
Permaneceria todas as primaveras recolhendo palavras
Admiraria a chuva cair
Veria a lua todas as noites...
Entretanto, sem ti, nada teria graça
Pois nem mesmo se eu tivesse a eternidade,
Ela não seria-me suficiente...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Miles away...
Dias chuvosos me fazem bem, principalmente se forem com frio. Me fazem pensar, me fazem realmente parar em um canto, colocar os fones de ouvido e pensar, imaginar, eu diria que até sentir... Algumas emoções estão à flor da pele e eu não consigo defini-las. Se é certo, eu não sei, mas se eu não tentar, eu nunca irei saber, e não é agora que isso vai mudar. Sempre fui teimosa, quando coloco algo na cabeça, ninguém tira; podem me dizer o que for, eu não mudo minha opinião.
Em uma dessas noites que fiquei pensando, uma vontade aumentou dentro de mim, o peito fica apertado, confuso, as batidas do coração aumentam repentinamente e sem perceber algumas lágrimas rolam por meu rosto, mas não são lágrimas de tristeza, longe disso, confesso que são lágrimas de uma vontade absurda que sempre tive dentro de mim, entretanto só agora posso colocá-la para fora. O quão longe seu sorriso está agora do meu? Quantos quilômetros adentram esse sentimento intenso? Quantos lugares e quantas pessoas? A cada dia os abraços, os beijos, os momentos passam a ser mais desejados, a cada dia que passa isso aumenta - se for possível ainda. Sempre achei tão errado, não direi "julgar" pois nunca julgo ninguém sem antes ter pleno conhecimento das situações, enfim, nunca achei que fosse possível, nunca achei que aconteceria, mas é, a vida nos surpreende mesmo, não? É clichê dizer isso, mas a vida é uma caixinha de surpresas, você nunca vai saber qual será o próximo sorriso, ou qual será sua próxima lágrima. Mas sabe o que importa? Que cada momento seja único, e que cada instante valha como se fosse um só. Já não me importa mais se terei que percorrer um longo caminho, contanto que eu chegue em meu destino.
domingo, 4 de julho de 2010
Se fores partir...
O dia amanheceu frio e vazio
Meu peito hesitou, mas sentiu dor
Eu sei que você precisa desse tempo
Talvez eu também precise...
Oh, querido, se precisar, vá
Aqui não ficarão mágoas, exceto todas que guardei.
O céu cinza combina com a cor de minha blusa
Lembro do nosso último beijo
Posso compará-lo à uma canção de amor,
Uma canção que continha um pouco de dor
Dor que sangra meu coração, mas o mantém inteiro
É de dor que nascem as mais belas canções de amor.
Então, se precisar, vá...
Lágrimas escorrerão por minha face
Entretanto, não serão nítidas, nem terão tamanha intensidade
Desejo-lhe, sim, mas, querido, se precisar ir, vá.
Deixaremos nossas canções de amor, as promessas e as juras infantis aqui
Deixaremos o orgulho, os melhores beijos para a sombra da lembrança...
Quem sabe?
Dúvidas são parte do que sou agora
Pela primeira vez vou ser realista para comigo mesma
E mesmo que amanhã tudo realmente acabe,
Saiba que você foi e sempre será meu mais caro amor.
Meu peito hesitou, mas sentiu dor
Eu sei que você precisa desse tempo
Talvez eu também precise...
Oh, querido, se precisar, vá
Aqui não ficarão mágoas, exceto todas que guardei.
O céu cinza combina com a cor de minha blusa
Lembro do nosso último beijo
Posso compará-lo à uma canção de amor,
Uma canção que continha um pouco de dor
Dor que sangra meu coração, mas o mantém inteiro
É de dor que nascem as mais belas canções de amor.
Então, se precisar, vá...
Lágrimas escorrerão por minha face
Entretanto, não serão nítidas, nem terão tamanha intensidade
Desejo-lhe, sim, mas, querido, se precisar ir, vá.
Deixaremos nossas canções de amor, as promessas e as juras infantis aqui
Deixaremos o orgulho, os melhores beijos para a sombra da lembrança...
Quem sabe?
Dúvidas são parte do que sou agora
Pela primeira vez vou ser realista para comigo mesma
E mesmo que amanhã tudo realmente acabe,
Saiba que você foi e sempre será meu mais caro amor.
(Mais um esquecido no fundo da gaveta, rs.)
Clichê
Escrevo uma canção
Despejo emoção
Coloco tudo que diz meu coração.
Beijo roubado, abraço apertado
Chuva que cai, estrela que vejo
Podes me ouvir?
Vejo a lua assim, tão iluminada
Lembro de teu sorriso
Passei horas tentando rimar algo
Peguei o violão, mas esqueci a canção
Perdi-me em meu coração
Preciso de sustentação
Sento no chão, com o caderno em mãos
Bato a ponta do lápis na folha
Sento de outro jeito,
Encosto na parede, puxo meu caderno
Idéia vem, idéia vai...
Debruço-me mais uma vez sobre a mesa
O café quente me aguarda
Joguei o caderno com uma única frase, apenas
Ela dizia: eu te amo.
Despejo emoção
Coloco tudo que diz meu coração.
Beijo roubado, abraço apertado
Chuva que cai, estrela que vejo
Podes me ouvir?
Vejo a lua assim, tão iluminada
Lembro de teu sorriso
Passei horas tentando rimar algo
Peguei o violão, mas esqueci a canção
Perdi-me em meu coração
Preciso de sustentação
Sento no chão, com o caderno em mãos
Bato a ponta do lápis na folha
Sento de outro jeito,
Encosto na parede, puxo meu caderno
Idéia vem, idéia vai...
Debruço-me mais uma vez sobre a mesa
O café quente me aguarda
Joguei o caderno com uma única frase, apenas
Ela dizia: eu te amo.
A poeira retomada.
A poeira permanece naquele lugar, os quadros não têm mais tanta graça e a ausência arde dentro do peito, nem sempre ela aparece, é só de vez em quando... O que já é um começo para quem aparecia todos os dias. Sim, ela batia na minha porta todos os dias, sem pedir licença pra entrar, estabelecia-se em meu cantinho e lá ficava o dia e a noite inteira... sem pressa de ir embora. Tomava chá, assistia televisão ao meu lado, ouvia o silêncio, ouvia meu choro e fitava minhas lágrimas. Ouvia a mesma música que eu, me acompanhava em meus passos solitários e vazios, me via até que meus olhos pudessem se fechar por entre o árduo sono.
Nem as palavras me acompanhavam mais, elas queriam distância de um ser tão tolo, tão dotado de ignorância temporária, um ser tão vazio e indiferente... Deus!, se nem mesmo as palavras queriam me acompanhar, quem é que então o faria?
O sensação de ser tudo ou nada nunca é completa - eu não sei brincar de meio termo -, nada parece se encaixar; não vou dizer que há um buraco que se abre e fecha inúmeras vezes, não vou ser tão melodramática (...) Mas posso lhe garantir que uma perfeita sintonia, não há.
O silêncio as vezes, pode ser útil. O silêncio conjunto, doravante não o tenho mais, nem mesmo esse conjunto de coisas que me incomodavam tanto. Meu silêncio é único, inoportuno.
A manhã seguinte sempre chega, e a noite também, é sempre inevitável; e é sempre tudo muito bem preenchido com boas doses de leitura, sono e café. Algumas coisas simplesmente não conseguem ser substituídas. Alguns momentos sim, outros não. No entanto sei que ainda sou muito boa em fingir. Há sempre um novo amanhecer, e o coração sempre bate, não bate? Então.
Nem as palavras me acompanhavam mais, elas queriam distância de um ser tão tolo, tão dotado de ignorância temporária, um ser tão vazio e indiferente... Deus!, se nem mesmo as palavras queriam me acompanhar, quem é que então o faria?
O sensação de ser tudo ou nada nunca é completa - eu não sei brincar de meio termo -, nada parece se encaixar; não vou dizer que há um buraco que se abre e fecha inúmeras vezes, não vou ser tão melodramática (...) Mas posso lhe garantir que uma perfeita sintonia, não há.
O silêncio as vezes, pode ser útil. O silêncio conjunto, doravante não o tenho mais, nem mesmo esse conjunto de coisas que me incomodavam tanto. Meu silêncio é único, inoportuno.
A manhã seguinte sempre chega, e a noite também, é sempre inevitável; e é sempre tudo muito bem preenchido com boas doses de leitura, sono e café. Algumas coisas simplesmente não conseguem ser substituídas. Alguns momentos sim, outros não. No entanto sei que ainda sou muito boa em fingir. Há sempre um novo amanhecer, e o coração sempre bate, não bate? Então.
(Achei esse texto perdido aqui, é.)
O mundo é um moinho
Quando você acha que está tudo perfeitamente bem, cai em um abismo de idéias confusas sem fim, onde todas as pessoas - ao menos a maioria delas - parece estar distante de você, parecem não se importar. Cadê todo aquele mundarel de palavras e textos enormes? Cadê os abraços prometidos e até mesmo os sorrisos singelos? O beijo prometido e a conversa sem fim? Onde está tudo isso? Me questiono o tempo todo, tento buscar solução de um lado, entregando-me de corpo e alma, e então o outro lado se bagunça todo... O que fazer para manter os dois lados em equilíbrio? Eu só digo uma coisa: vale a pena acreditar em sonhos, mas não vale a pena fazer deles o ponto inicial. Um tanto contraditório e duvidoso, porém, fascinante.
Vai reduzir as ilusões à pó.
"Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhosVai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés..."
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés..."
quarta-feira, 23 de junho de 2010
-
Estava tudo tão confuso, de todos os lados, que resolvi deixar que se resolvam sozinhas, e ainda pensei que talvez esteja na hora de acrescentar algumas coisas novas nisso tudo, às vezes nós precisamos parar de se culpar por isso ou aquilo e pensar que muitas das coisas que culpamos sei lá quem, é feita por nós mesmos.
Eu realmente acho que muitas vezes precisamos pensar em nós mesmos. Alguns dias com uma dose irrefutável de nós mesmos. Precisamos nos entender, precisamos de nossa própria companhia. Às vezes as pessoas me cansam demasiadamente. Não é defeito nenhum, não é mania, é o pensar no que somos, o pensar, em si.
Não há muito o que dizer...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
saudade
Não vou lhe dizer que nunca senti isso, senti, sim, mas parece que a cada vez que passa, machuca mais. Nos tornamos humanos tão tolos a ponto de sentir falta de alguém que nem se importa mais tanto assim...
Eu imaginei tantas coisas, que quando caí, chorei. Quando caí, me machuquei, me perdendo em meus próprios sonhos, em minhas próprias vontades, em um mundo que eu mesma criei, que não existe. Você me deu algum tipo de esperança que eu não sei definir o que é, você fez com que eu sentisse algo que me fechava para não sentir, você me fez enxergar o seu interior, mas você não me deixou provar dele, não como eu gostaria. O que fazer quando você vive de um passado? Busco essa resposta arduamente, a cada batida do ponteiro do relógio. Minhas distrações não são mais tão boas, eu não consigo me concentrar em algo e me ocorrem pensamentos sem nenhum sentido, sem nenhuma lógica. Tento preencher o vazio que está explícito em meu peito com alguns sorrisos, suposta felicidade, suposto desejo de esquecer. Parece que nem eu mesma quero deixar de pensar. Poxa vida, é tão difícil assim? Creio que estava indo bem, mas sempre há uma forma de cairmos, sempre há um momento de fraqueza, e aí me decepciono comigo mesma, mas é completamente inevitável.
Vou lembrar sempre com saudade dos poucos momentos que me fizeram acreditar que o amor fosse possível.
Você também não fez nada pra que isso deixasse de acontecer. Eu sinto muito, mas nem sempre é legal ser só uma opção.
sábado, 12 de junho de 2010
Far Away Eyes
O vento pode passar suave, sendo quase uma brisa, ou pode passar tão freneticamente que mal percebemos, ou ainda nesse caso, percebemos com uma riqueza de detalhes a intensidade com que percorre cada espaço, a intensidade em si, é uma coisa fascinante! O fato é que inúmeras coisas podem ser como o vento - ou coisas, ou pessoas. Existem pessoas que invadem nosso próprio espaço, melhorando nosso humor, fazendo de nós algo um pouco melhor, fazendo com que um sorriso seja exposto no rosto triste ou convencional demais, mas o bem é temporário, não podemos escolher as razões de o coração ser tão tolo, mas podemos prever as mudanças ou nós mesmos mudarmos tudo isso antes que piore. Para outras pessoas pode ter sido algo completamente insignificante, mas a partir do momento que nos cativa, aí eu creio que não seja algo assim, tão completamente insignificante...
Mas quando isso não é tão importante para outra pessoa, não é nem ao menos notado, e você fica facilmente substituído (sim, aquele espaço mínimo que você significava, pode sim ser preenchido, e geralmente, quando você menos espera; na verdade, você nunca espera), e então é hora de apagar as memórias e tudo que foi durante pouco tempo. Já ouviu dizer que o tempo as vezes não é tudo? Na verdade, basta enxergar de pontos de vista diferentes... Para mim, nesse caso, não significou quase nada, mas sim a intensidade. Mas a partir do momento que as pessoas não lhe dão valor, nem mesmo nessa parcela mínima, é melhor que você esqueça, enxergue com olhos distantes ou simplesmente não enxergue mais.
Devo dizer que as vezes nós erramos de direção... Assim como o vento as vezes erra.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Making dreams, again
Não me entenda mal, não quero me distanciar, não quero me afastar de você, na verdade, tudo isso é o que eu menos quero... A única coisa que preciso é ter certeza de que vale a pena. E vale? Ainda não tirei realmente essa dúvida. Nem essa, nem muitas outras, eu prefiro deixar que o tempo me mostre a saída, eu prefiro acreditar no tempo, ele nunca me decepciona. Eu não quero que você se afaste de mim, muito pelo contrário. Só que as palavras somente não são suficientes - não nesse caso -, pois as vezes dizemos coisas sem pensar. Eu mesma sou assim, vivo dizendo coisas sem pensar, a diferença é que nunca se sabe se o que a pessoa diz por um impulso é verdade ou não, cada um sabe de si. Muitas vezes eu me arrependo de ser assim, mas não é uma coisa que se possa controlar.
Mas mesmo com tudo isso, eu não desisti de nada, eu estou a cada dia deixando que aconteça, afinal, não devemos pensar sobre a vida, sobre quem somos, quem seremos, sobre as pessoas - pensar é para quando temos tempo excessivamente de sobra -, porque as vezes pensar faz a gente desistir, e eu não quero desistir. Quando foi que me deixei levar por um fator tão pequeno que se torna quase insignificante? Essa não seria a pessoa que eu conheço, eu mesma.
Eu só preciso de mais passos seus, eu só preciso de um sinal, um sinal que me faça querer acreditar, mais do que eu acredito. Eu só quero que o tempo me ajude a fazer sonhos de novo.
domingo, 6 de junho de 2010
(In) diferença.
A rua vazia. A janela aberta. A chuva caindo. Ideias sem nenhum porque tentando fazer algum sentido em minha cabeça. Tudo absolutamente vazio. Sensação de cansaço. Como descrever algo que nem eu mesma sei explicar? Ah, mas há tantas coisas que não podem ser explicadas... ! E mesmo assim, podemos tentar, não?! Pois bem. Desistir. Desistir de algo ou alguém, é tão difícil? Parece que a palavra traz um medo constante em todos os seres humanos... Desapegar-se das coisas mais fúteis é bom as vezes, eu acho. Na verdade, eu tenho certeza é. O quão podemos ser fúteis a ponto de continuar vivendo com algo que simplesmente não vale a pena? Equilíbrio? Talvez seja a palavra. Mas em certos casos, o equilíbrio nem sempre é bom. Eu não gosto de meio-termo, ou é, ou não é! Sabe esse negócio de opostos? Então, eu confesso que isso sempre foi uma coisa que me atrai muito, porque são diferentes, e tudo que é diferente soa bem mais interessante.
Tá, mas a indiferença as vezes ainda é mais necessária do que tudo isso. Não gosto de pessoas que dizem uma coisa, e fazem outra, não gosto de pessoas que acham que o jogo está ganho. Pois aí vai a minha dica: nunca se dê por vencido, antes do final propriamente dito.
Cansei de avisar, daqui pra frente, vai ser diferente.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
my disaster dream
Não dá, eu preciso ter um blog, nem que seja pra desabafar praticamente sozinha, em algo que ninguém vai ler, enfim.
Perdida - estou completamente perdida -, não sei no que muito menos em QUEM acreditar. Todo mundo precisa de uma base e eu sinceramente não estou enxergando nenhuma. Eu tento, tento, tento, e por eu gostar de ser sincera e agir sempre com o meu coração, falando o português bem claro, eu só me fodo. De verdade. Poxa vida, existem coisas que se eu for mais direta, eu mato alguém, rs. Caramba, é tão difícil assim enxergar? Por que as pessoas falam uma coisa pra você, e dali a dois minutos dizem algo totalmente diferente pra outro alguém? Isso é ser verdadeiro? Ah, vá pra merda, então. Eu também canso. Ando com vontade de pensar só em mim agora, e não é egoísmo, é um mecanismo apenas de auto-defesa, é. Eu tô precisando muito de uma base, muito mesmo. Acho que nunca me senti tão perdida assim. Será que eu realmente preciso pensar pra falar? Por que todo mundo não age com o coração? É tão difícil assim? Vazio, vazio, vazio! Até esses dias, eu estava perfeitamente bem e tudo estava no seu devido lugar, mas isso não dura pra sempre, né. Tudo que é bom dura pouco. Eu não precisava de choque de realidade nenhum, não agora. As vezes eu preciso... Mas não queria que fosse agora. Meus sonhos estão destruídos, amontoados em um canto qualquer do meu quarto, sem importância alguma, vou enterrá-los, talvez. Quem sabe daqui um tempo eu possa acreditar neles outra vez. Eu quero acreditar, eu quero, mas eu não consigo. Está tudo tão amargo. Amargo, essa é a palavra. Eu tento ser legal com todo mundo, e não, nem todo mundo é legal comigo. Não vale a pena acreditar nas palavras de alguém que não te dá motivos pra isso. Por isso há tantas pessoas frias no mundo, eu acho; será medo? Acredito que seja medo, sim. Medo de se machucar, de se entregar, de não ter algo recíproco... Quer dor pior do que a do amor? Ah, não há! Sou tão teimosa, insisto em acreditar nas pessoas, insisto em acreditar que elas irão mudar, mas é sempre a mesma coisa, SEMPRE. Nunca muda.
Por isso que eu digo, não é idiotice, é a mais pura verdade, sua base, são seus melhores amigos, amigos, amigos. Por isso penso que hoje eu devia ter bebido mais, muito mais, até deitar e dormir até o dia seguinte, quanto mais longe de tudo isso eu ficar, será bem melhor. Eu quero ir pra longe daqui, por favor, eu preciso ir pra longe daqui.
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