Hoje olhei a lua. Mas olhei com uma atenção tão grande que me conectei fielmente a ela, achei que eu pudesse pensar nos meus sonhos mais insanos, nas minhas piores dúvidas, nas minhas vontades estranhas, nos meus objetivos, nas minhas palavras, no meu passado, no meu presente, no meu futuro, na minha vida. Se tem algo que me encanta verdadeiramente e tira meus pés do chão, é isso - a lua -, aquela luz maravilhosa, a sensação de tranquilidade que ela tras, e eu, particularmente, gosto muito mais quando durante a noite se formam aquelas nuvens em volta... Tudo anda tão confuso, tão vazio, tão... estranho! Eu preciso mesmo de boas e longas horas de uma madrugada que dê para eu sentar de frente pra janela, fitar a lua, escrever, ouvir uma música, pensar, pensar de novo... Até que o sono finalmente possa me atingir e eu deite em minha cama e durma tranquilamente. Busco arduamente por todas as dúvidas que me cercam, mas eu não sei porquê, tenho mais curiosidade ainda por elas, afinal, o que seria de nós sem dúvidas? Seria algo óbvio, eu diria que até clichê e demasiadamente cansativo. Tudo seria tão igual, todo mundo seria tão igual... Prefiro que seja diferente, antes amargo ou solitário, mas que seja diferente.
A propósito, já me acostumei com essas tardes, a xícara de café sobre a mesa, o violão, o papel e uma canção. A simplicidade ainda me agrada muito.
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