Eu cheguei a conclusão de que não gosto de finais, mas eu gosto de começos. Talvez não importe muito qual seja esse começo, eu só sei que com cada um deles, vem algo para mim - se é bom ou ruim, eu já não sei, afinal, embora sejam começos, são distintos. E com cada passo, há um erro ou um acerto, a regra é clara: ou você erra, ou você acerta. Está aí, existem coisas que não há um "meio-termo", e aliás, eu nem gosto desse negócio de meio-termo... Enfim, voltando aos começos, eu penso neles o tempo todo, mesmo que incoscientemente, e eu nem ao menos sei porquê. Pensando bem, talvez eu saiba, ao menos uma parte. Seguindo pela lógica, começos são coisas novas, não? E delas eu também gosto; pois, se tem algo que me deixa extremamente cansada e não falando só fisicamente, mas em geral, é a rotina. Existe coisa mais chata e cansativa? E por que diabos temos que segui-la? Eu anseio todos os dias para que hajam novos começos, não preciso necessariamente me desfazer do que tenho ou tive um dia, mas preciso acrescentar.
Acontece que às vezes a vida fica meio preto e branco, meio sem cor, meio sem vida, meio sem por quê. Isso aí que me deixa meio maluca... As coisas paradas são mesmo chatas. Você se torna uma máquina: acorda, faz suas obrigações, se cansa, dorme, acorda... Isso se torna um ciclo realmente inútil se você não coloca um pouco daquele friozinho na barriga, ou até mesmo as coisas mais simples como um sorriso, um abraço ou uma palavra de conforto. É claro que ninguém consegue ser uma máquina de felicidade e sorrisos o tempo todo, também precisamos de um pouco de tristeza e até um pouquinho de solidão pra viver... A decepção, a solidão, a tristeza, assim como os sorrisos, os abraços, os beijos e os sentimentos, também existem por uma razão.
E eu quero o começo de algo, um começo desconhecido, que eu ainda não tenha sentido, tocado, entendido, eu quero conhecer coisas diferentes. E quanto às velhas coisas, algumas delas são minha bagagem, outras talvez nem tenham sido ruins, apenas desnecessárias... Eu vivo de coisas recíprocas, só as palavras um dia acabam, e talvez seja isso aí mesmo. Um fim, pode ser um começo, e vice-versa. Existem coisas que não precisamos compreender para viver, ao menos não compreender totalmente. E eu sei lá, apenas junto meia dúzia de palavras e faço um sonho, faço uma vontade, faço um fim, um começo ou seja lá o que for, o que importa é que seja.
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