Está tudo tão confuso e acontecendo tão rápido que eu tenho a sensação que eu tanto tenho medo: o próprio medo. Tenho medo de não estar vivendo mais os pequenos momentos, aqueles pelos quais eu insisto em afirmar para todas as pessoas que são importantes e que sem eles nós não passamos de meros seres humanos sem prazer em abrir os olhos todos os dias e enxergar o sol, a lua ou o que quer que seja lá fora. Eu falo desses momentos porque foi neles que eu me descobri. É olhando pro céu todos os dias que eu sinto minha força, sinto que posso chegar perto de lá, ou simplesmente concluir algo que esteja em meus objetivos. Eu preciso daqueles meus momentos pensando comigo mesma, observando cada pequena coisa ao meu redor. Mas não estou tendo tempo pra fazer isso, o que me chateia cada vez mais. As pessoas exigem coisas umas das outras, mas não param pra pensar na questão do controle. O controlar suas palavras, seus gestos, suas ações. Querer controlar a vida de outro ser humano é completamente irracional, pois ninguém é igual a ninguém, embora hajam sempre algumas semelhanças perdidas por aí. Mas que seja, o seu azul do céu nunca vai ser igual o azul do céu da pessoa que senta do seu lado ou até mesmo aquele alguém que você nem mesmo olha.
É tudo uma questão de estar de saco cheio de tudo. O que lhe conforta? Tudo parece que se torna chato e sem sentido e você fica impaciente. Eu estou sem paciência pra nada, isso é apenas mais um dos sinais de que estou quase ficando maluca outra vez. E onde está minha melhor parte? Nem eu mesma sei. Talvez tenha se perdido nessa loucura toda e só resolve dar as caras de vez em quando, quando existe alguém que tenha a capacidade de me arrancar um sorriso do rosto. E olha, está difícil. Tudo está muito difícil.
Eu sei que melhora, tudo que piora, um dia melhora e vice-versa... Mas e até lá?
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