segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Algumas coisas são mais importantes do que outras, fato. As coisas passageiras, de momento, se elas realmente valem a pena, nós devemos saber aproveitá-las da melhor maneira possível, mas não devemos esquecer jamais das coisas mais concretas e permanentes, aquelas que nos sustentam, aquelas que não podem simplesmente acabar com uma chuva de verão ou com a névoa - não podem simplesmente irem embora, não se segurarmos isso com unhas e dentes até onde pudermos -, essas sim estão guardadas lá no fundo, bem lá no fundo mesmo, e é tão grande que fazem parte de quem somos. Essas coisas mais importantes às vezes o destino distancia, por uma ordem natural... E quando nos deparamos com elas outra vez, talvez por acaso, talvez não, elas nos fazem sentir algo que nos destrói: a saudade. E sobre ela, bem, eu tento falar, tento compreender, mas é sempre uma incógnita - mais um dos motivos pelos quais me deixa curiosa -, pois então... Dependendo do momento, ela pode ser ruim, pode trazer consigo uma angústia sem fim, entretanto, no meio de tudo isso, dessa saudade toda e tudo mais, nos faz ver o que vale ou não a pena. E é aí que tudo passa como um flashback estranho e um tanto sem sentido, mas por um lado, eu até que gosto dessas coisas sem sentido. E aí me vêm na cabeça aqueles sorrisos, as risadas, as piadas sem graça, a rodinha de violão, a "mistureba com fanta laranja", os segredos, os pontos fracos, os pontos fortes, os planos, a compreensão, o carinho, os abraços de urso todos os dias de manhã, as conversas por bilhetes que faziam da aula de inglês não tão chata assim, as fotos, as recordações... Tudo forma uma linha que vem de tantos anos atrás e se mantém até hoje, uma linha assídua, com força, que forma uma das melhores coisas do mundo: a amizade. E isso aí, sentimento nenhum supera, não.

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