Parte I.
Lembro-me da primeira vez que acreditei em algo supérfulo, inimaginável, eu diria, e ainda arriscaria dizer que pudera ser como um naufrágio. Que sublime! Bobos somos nós, de cada vez mais darmos mais uma chance. Mais uma chance, mais uma chance e mais outra e outra... É insanidade pensar que um dia poderemos contemplar ao crepúsculo ou ao brilho das estrelas e amar alguém como amamos das primeiras vezes. Mas não pense você que estou reclamando, estou apenas enfatizando que não precisamos de outras pessoas para que possamos traçar mais uma linha no horizonte. A esperança que talvez não seja tão tola...
Mas por favor, não me faça acreditar outra vez que posso me prender a um ser, que posso ser boa o suficiente, por favor, não subestime meu amor à liberdade, não subestime minha sede de viver e estar em todos os lugares ao mesmo tempo e por último, peço que não subestime a arte de contemplar o fim do dia sozinho; pois, devo dizer: é maravilhoso!
Parte II
Hoje olhei para meu reflexo no espelho. Fitei-me com os olhos curiosos de alguém que quer desvendar uma dúvida imensamente precisa, fazendo um círculo vicioso de todo meu ego com vontade perpétua de solidão.
E quem sou eu, afinal? Sou menor que uma gota d'água, sou um pedaço velho de uma reminiscência qualquer, sou um pingo de amargura misturado levemente com o gosto pela solidão. Sou menor que um grão de areia, entretanto, sei que sou capaz de voar alto, muito alto. E digo-lhe mais, posso fazê-lo sozinha.
Parte III
Hoje consegui olhar-me no espelho e ver algo além de pequenas gotas de sensações penosas e inexplicavelmente confusas. Consigo ver o sol lá fora, consigo ver com clareza a lua, consigo dar um rumo para mim mesma e seguir as estrelas, consigo ver a profundidade do oceano e crer que as melhores coisas da vida, são cultivadas por nós mesmos e estão apenas esperando para serem descobertas, mesmo que seja através de nosso próprio reflexo no espelho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário